Skip to content
Sweetener cover

Marcus Vinicius’s review of the albumSweetener

Ariana Grande · 2018

Nunca pensei que esse álbum causaria uma reação tão polarizada, no entanto, estou no lado de quem o defende. O álbum soa coeso devido a sua produção polida que junta as canções sob uma estética rosada única - as canções são dinâmicas, preenchidas com detalhes peculiares e ganchos mais discretos - não tem os pontos altos estelares de Dangerous Woman, mas é mais consistente como álbum, o que acaba nos recompensando bem mais. A produção do Pharell é uma delícia, adicionando um pouco de funk ao álbum, mas nunca exagerando em nada, sendo elástico o suficiente para ser pegajoso, mas também peculiar o suficiente para soar diferente e novo. A abordagem mais minimalista de canções como "R.E.M." me fez obcecar pela sua produção, assim como na lustrosa "Succesful", com suas melodias vítreas e pequenos efeitos de som que complementam a interpretação ingênua de Ariana, mas mais ainda no banger que é 'The Light is Coming', essa abordagem a catapulta ao estrelato de uma maneira que soa acessível aos fãs, mas que se destaca no cenário saturado do pop minimalista atual. Minha única reclamação seria em alguma produção mais trap que Max Martin continua a insistir em enfiar em canções como "God is a Woman" e o fato que os vocais da Ariana poderia soar mais tridimensionais, mesmo que ela se restrinja no quesito de acrobacias vocais aqui, o que é algo que aprecio. "Sweetener" foi surpreendentemente uma jogada arriscada da Ariana - com melodias róseas preenchida com uma produção aérea e experimentação minúscula, mas que serviu para girar o álbum de uma maneira interessante - mas que veio em um momento bom para o cenário pop atual.

Discussion

Agree, push back, or add what they missed.

Sign in to join the discussion.

No replies yet. Start the conversation.